1.01.2016

Primeiro de Janeiro

A Laura começou a palrar lá no berço dela. Olhei para o relógio, 8 da manhã. Eu tinha dormido umas valentes 3 horas depois de uma noite moderadamente bebida. Nada mau, pensei.
Tomei um duche demorado com a água bem quente. Tratei da pequena, vesti-lhe uma roupa bonita, ao fim ao cabo gostamos de exibir a nossa gera com os melhores trapinhos não é verdade?
Desci até à sala. Toda a casa mergulhada em silêncio. Umas brasas ainda animavam a lareira da véspera. Remexi o fogo como se me quisesse acordar a mim próprio. 

Apreciei aquele momento, lentamente.

Não ligo muito à passagem do ano, mas esta manhã foi especial. Olho para a Laura a dar os seus primeiros passos, a brincar, a ficar cada vez mais esperta, mais conhecedora, enfim, a crescer. Ao mesmo tempo vou revendo o ano, não que o faça por tradição, mas porque a mente foi por aí. 
Dou por mim a pensar no privilegiado que sou, ao ter o tempo que tenho para estar com a minha filha. Concluo que dinheiro nenhum no mundo paga o que tenho. Percebo que é nesta profissão de pai que eu quero ser o melhor. Enquanto estou entregue a estes pensamentos a Laura dá cinco passos, volta-se para mim e sorri, acenando. Quero acreditar que ela percebeu o que eu estava a pensar. As primeiras pessoas chegam à sala, surpreendidas por já estarmos ali com um ar tão fresco. 
Tivemos a nossa manhã, perto da lareira, ela na brincadeira, eu entregue a bons pensamentos.

Desejos para este ano? Termos muitos momentos como este, em que simplesmente contemplamos os nossos filhos a darem os primeiros passos. Um bom ano para todos!


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