9.16.2012

Casa Real

Hoje escrevo sem rede, sem filtro, directamente no blogue, sem revisão ortográfica nem semântica, por isso desde já peço desculpa por algum erro ou falta de coerência.

É nesta noite que chego a casa, que me apercebo... Agora que a massa sonora que me rodeou toda a noite desapareceu, agora que o fumo se extinguiu e as vozes se calaram. Esta é a minha casa.
Aqui vivem os amigos de hoje, os amigos de outras épocas, mas que são tão actuais como os novos que vou coleccionando. Neste sítio volto às origens, a terra que me viu crescer, que me tornou pela força do tempo, na pessoa que sou hoje. Esta terra da qual fugi para estudar e trabalhar, mas que me recebe de braços abertos de cada vez que volto, não importa o tempo que estive ausente.
Na busca incessante pelo lugar a que gostamos de chamar casa, não me apercebi de que ela esteve sempre aqui, e nunca me julgou pela ausência.
Hoje revi sítios e pessoas, que afinal, sempre estiveram lá!
São esta novas ruas, sempre nossas, que no final de contas eu conheço melhor. Para quê fingir ou forçar uma nova busca?

Esta é a minha casa, real.

Abrantes.