2.09.2008

Momentos*

Penso no que recordaremos daqui a algum tempo. E percebo que apagaremos a rotina, o normal, aquilo que se entranhou no nosso quotidiano.
Percebo que o inesperado, o imprevisível, vão ocupar muitas das nossas recordações.
Percebo que aquilo a que chamámos de ridículo, amanha não será mais que uma doce recordação de quando o espírito era ainda novo.
Percebo que aquilo a que chamámos de imprevisto, amanha será motivo de agradecimento, porque nada sabíamos, e ainda bem que assim o era!
Percebo que o grito rebelde que soltei hoje, amanha vai soar a insensato. Talvez mais tarde o use para lavar o ego com um banho de orgulho.

E, talvez por causa disto, dê cada vez mais valor a estes momentos.
Aqueles que ficam.



* ou recordemos a última noite