12.19.2007

Turbilhão

Os pensamentos esbarram uns nos outros. Há enormes vagas sensoriais na minha cabeça. O meu corpo avança a um ritmo que eu não consigo acompanhar. O meu descanso resume-se a um fôlego para aumentar o rendimento dos segundos seguintes.
Toda esta rapidez, este avançar sôfrego torna-me a visão turva.

Assim avanço vertiginosamente…

Para onde?

Para quê?

Porque raio… ?

12.17.2007

12.10.2007

Palavras



Eram só palavras.
Mas eram muitas essas palavras! Enchiam-me a cabeça e a sua má articulação desembocava numa amálgama sonora.

E as pessoas falavam… falavam….falavam…

Falavam por tudo.
Falavam por nada.
Falavam porque tinham que falar, ou porque não entendiam que um silêncio intermitente pode até embelezar um discurso.
As minhas palavras saíam com esforço, eram cautelosamente pesadas à saída da boca, eram filtradas e só saíam as necessárias para me fazer entender. As frases não eram complexas nem intermináveis. Não queria dominar a conversa, longe disso até.
Nesses dias os óculos escuros são os meus melhores amigos. Eles não denunciam o meu olhar vazio, o olhar que se desvia de pessoas que me arremessam muros de palavras, o meu “não-olhar”…

Lembro que estive assim um dia destes.

Hoje, talvez me apeteça esbanjar palavras…


Um abraço silêncioso ;)